PF desarticula quadrilha que vendia vinhos de forma ilegal

03/08/2022
A Polícia Federal de Dionísio Cerqueira, Santa Catarina, desarticulou uma quadrilha que vendia vinhos de forma ilegal.

A Polícia Federal de Dionísio Cerqueira, Santa Catarina, desarticulou uma quadrilha que vendia vinhos de forma ilegal. A operação foi nesta quarta-feira (03). O grupo atuava na comercialização ilegal de vinhos argentinos e também de eletrônicos pela internet.

Foram três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal em Chapecó/SC, cumpridos na cidade de Francisco Beltrão, Sudoeste do Paraná.

No curso da investigação se apurou que uma pessoa do grupo teria constituído uma empresa “fantasma” na cidade de Campo Erê/SC, que foi utilizada para emitir notas fiscais fraudulentas para conferir aparente legalidade aos produtos eletrônicos e vinhos introduzidos clandestinamente em território nacional (sem a comprovação da regular importação). Ficou constatado que essa empresa teria emitido 11.028 notas fiscais entre os anos de 2017 e 2019, num valor total superior a 24 milhões de reais.

Além do cumprimento de mandados de busca e apreensão, também foram bloqueados valores existentes em contas bancárias e aplicações em operações de criptomoedas de três pessoas integrantes do esquema criminoso de descaminho.

Os vinhos argentinos eram comercializados por meio de plataformas de comércio eletrônico na internet, e a quadrilha usava os Correios da região do extremo oeste de Santa Catarina para a entrega das mercadorias ilícitas vendidas. As remessas eram realizadas em nome de terceiros, com a intenção de não chamar a atenção sobre os verdadeiros envolvidos.

O líder dessa associação investigada já foi condenado criminalmente na ação penal decorrente da Operação Formiga, deflagrada pela Polícia Federal em fevereiro de 2016, na qual também se investigou atividade de descaminho de produtos oriundos da Argentina.

Os envolvidos nesta operação são investigados pelo crime de descaminho, praticado em associação criminosa e com utilização de documentos ideologicamente falsos, os quais, somando-se as penas máximas, totalizam 12 anos de reclusão.

Fonte e fotos: Polícia Federal.

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