INFLAÇÃO DE MARÇO: maior alta em 28 anos

08/04/2022
BRASÍLIA, 8 de abril - A inflação no Brasil superou as expectativas com a maior alta em março em 28 anos, mostraram números oficiais nesta sexta-feira, com a alta dos preços dos combustíveis pesando sobre a economia, afetada por um choque do petróleo após o conflito na Ucrânia.


Inflação no Brasil supera previsões com maior alta para março em 28 anos

 

BRASÍLIA, 8 de abril - A inflação no Brasil superou as expectativas com a maior alta em março em 28 anos, mostraram números oficiais nesta sexta-feira, com a alta dos preços dos combustíveis pesando sobre a economia, afetada por um choque do petróleo após o conflito na Ucrânia.

 

O índice de preços ao consumidor IPCA (BRCPI=ECI) subiu 1,62% em relação a fevereiro, disse o IBGE, acima de um ganho de 1,3% visto em uma pesquisa da Reuters com economistas e acelerando em relação ao valor de 1,01% de fevereiro.

Este foi o aumento mais acentuado para o mês desde 1994, antes da criação da moeda real, ressaltando fortes pressões inflacionárias na maior economia da América Latina.

Nos 12 meses até março, a inflação cresceu 11,30%, ante 10,54% no mês anterior e bem acima da meta de 3,5% do banco central para o final do ano.

Segundo o IBGE, oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados ​​cresceram em março, com destaque para transportes, com alta de 3,02% em relação ao mês anterior, e alimentação e bebidas, que cresceu 2,42%.

Somente os dois grupos contribuíram com quase três quartos da inflação do mês, acrescentou o IBGE.

Ressaltou também que o resultado em transportes foi afetado pela alta de 6,7% nos preços dos combustíveis. A gasolina, em particular, teve alta de 6,95%.

Em meados de março, a estatal petrolífera Petrobras (PETR4.SA) anunciou um grande aumento nos combustíveis para acompanhar os mercados globais depois que a invasão da Ucrânia pela Rússia levou os preços do petróleo a disparar. consulte Mais informação

O presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, disse que a inflação atingirá o pico em abril.

Para domar o aumento persistente dos preços ao consumidor, os formuladores de políticas colocaram os juros de referência do país em 11,75%, de uma baixa recorde de 2% em março passado, sinalizando outro aumento de 100 pontos-base em maio. Isso pode encerrar o ciclo de aperto agressivo, que pode ser um grande obstáculo para o crescimento econômico este ano.

 

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