SAÚDE: Pesquisadores descobrem proteína que reduz risco de obesidade

07/01/2022
Um grupo de cientistas espanhóis anunciou ter descoberto uma proteína que reduz o risco de obesidade e sobrepeso, o que abre novos caminhos de pesquisa sobre essa doença, que afeta 40% da população adulta mundial.

Pesquisadores descobrem proteína que reduz risco de obesidade

O consumo de uma proteína reduz o acúmulo de lipídios, assim como a inflamação do tecido adiposo e o ganho de peso.

Um grupo de cientistas espanhóis anunciou ter descoberto uma proteína que reduz o risco de obesidade e sobrepeso, o que abre novos caminhos de pesquisa sobre essa doença, que afeta 40% da população adulta mundial.

O estudo, realizado no August Pi i Sunyer Biomedical Research Institute (IDIBAPS), em Barcelona, ​​e conduzido pela especialista em biomedicina Mercedes Fernández-Lobato, identificou que o consumo da proteína CPEB4 em ratos reduz o acúmulo de lipídios na cavidade abdominal, assim como a inflamação do tecido adiposo e o ganho de peso.

A pesquisa também revela que a ausência da proteína normaliza a composição da microbiota e favorece a presença de bactérias que protegem a barreira intestinal.

"O trabalho revela a existência de um circuito regulador do processo de tradução do RNA para proteínas, dirigido pela CPEB4, que antes era desconhecido", explicou Fernández-Lobato.

"Hoje, a pesquisa se concentra principalmente na etapa anterior, ou seja, na síntese do RNA a partir do DNA, de modo que os resultados abrem novos caminhos para o desenvolvimento de melhores tratamentos contra a obesidade", acrescentou a especialista.

A obesidade resultante de maus hábitos alimentares tornou-se um problema de alcance mundial, e quase 40% da população adulta sofre com excesso de peso ou obesidade. Ela leva ao aumento da mortalidade e da suscetibilidade a outras patologias, e está intimamente ligada ao risco de desenvolver câncer.

Segundo o IDIBAPS, a falta de conhecimento sobre muitos dos mecanismos envolvidos nos nocivos da obesidade traz dificuldade para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas viáveis ​​e de novos tratamentos.

Fonte: Gazeta do Povo.

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