Falece o jornalista Chico de Alencar em Foz do Iguaçu

12/05/2020

Faleceu no da tarde desta segunda-feira (11) o jornalista Francisco de Alencar (77), um dos nomes mais importantes do jornalismo paranaense. Ele atravessou décadas se dedicando ao bom jornalismo, trabalhando em jornais como O Estado do Paraná, Correio de Notícias e no Jornal do Brasil, onde fez um relato histórico, em série de reportagens que se tornou histórica no início dos anos 80. 
Chico era um confesso apaixonado pela Terra das Cataratas, e estava prestes a superar a marca de 50 anos de atividades no jornalismo, e pela devoção à cidade, que tanto fez questão de exaltar, recebeu o título de Cidadão Honorário de Foz do Iguaçu.  

Biografia
Francisco de Alencar, nascido em Assis, São Paulo, a 3 de março de 1943, filho do pai cearense José Félix de Alencar e da mãe paulista Jaira Oliveira de Alencar, mudaram-se para Campo Mourão - PR em 1947.

Aos 14 anos iniciou sua “vida jornalística”, escrevendo a coluna “Roda Gigante Social”, no jornal mensal “O Piquirivaí”, criado pelo seu pai e dois amigos, advogados e também nordestinos, José Petrônio Sarmento (pernambucano) e José Dutra de Almeida Lira (paraibano). Alguns anos depois participou da fundação do jornal “Tribuna do Interior”, bi-semanário, de propriedade da família Constantino Miguel (atuais proprietários da Therma Jurema). O Tribuna do Interior existe até hoje e é diário.

Casou-se em 6 de setembro de 1968 com a gaúcha Maria Clarice Vecchi, com quem teve três filhos Adriana, Alexandre e Fernando. Em 1970 mudou-se para Foz do Iguaçu com sua primogênita de apenas três meses, a convite da pioneira da imprensa iguaçuense, Ignez Sanches de Cristo, proprietária da gráfica Sanchez e editora do “jornalzinho” MINI INFORMATIVO, que tinha o formato de um gibi, cerca de 12 páginas e distribuído gratuitamente aos sábados e domingos na frente do cinema Star, da família Basso.

Sobre a primeira Pesca Internacional ao Dourado produziu uma edição especial, o que consolidou sua posição no jornal e o aval que ele tivesse seu formato aumentado, tamanho tablóide. Estava nascendo o JI- Jornal de Foz, um dos três primeiros semanários da cidade. Nesta mesma ocasião editou pela mesma empresa o 1º guia de turismo de Foz do Iguaçu e algum tempo depois o segundo, com Antonio Cirilo, Murilo Benato e Sadi Buzanelo- o primeiro nos anos 70 e o segundo nos anos 80.

Convidado para ser o editor do pioneiro diário “Fronteira do Iguaçu”, mudou-se para Cascavel, saindo pouco tempo depois para o recém fundado diário “O Paraná”, para ser o correspondente aqui em Foz do Iguaçu. Antes porém da sua transferência lançou com um colega jornalista o periódico “Rota Oeste”, a convite do então prefeito de Matelândia, Olívio Massarollo, Jornal Tablóide impresso em Toledo que circulava de Cascavel até nossa cidade, mas teve duração efêmera.

Colaborou com o “Diário da Cidade”, o primeiro diário iguaçuense, depois foi colunista e editor do jornal “Primeira Hora” e durante cerca de 16 anos, colunista do jornal “A Gazeta do Iguaçu”, além de editorialista por vários anos. Durante um ano foi colunista do diário “Jornal do Iguaçu” e produtor de um programa na Foz TV “De olho na Telinha”.

Sempre como correspondente e chefe da sucursal iguaçuense, trabalhou pela ordem nos jornais O Paraná, O Estado do Paraná, O Estado de São Paulo, O Globo, Correio de Notícias, além de escrever para várias outras publicações paranaenses.

Foi apresentador e chefe de jornalismo muitos anos da Rádio Cultura. A convite de Alvir Preisner, que instalou aqui a sucursal da TV Tarobá, foi editor do programa semanal, “Edição Internacional”, com a duração de uma hora. Com o jornalista Silvio Campana editou durante alguns anos a revista “Diference”, com quem também e mais alguns colegas, como J Adelino de Souza, Carlos Luz e muitos outros, elaborou alguns projetos editoriais na área da cultura e do resgate da história iguaçuense.

Foi fundador do Partido Verde aqui em Foz do Iguaçu, tentou uma vez a eleição para vereador e foi diretor de Comunicação Social durante um ano no primeiro mandato do prefeito Dobrandino Gustavo da Silva, quando foi produzida a primeira e única campanha publicitária nacional de divulgação do nosso turismo, “Foz- faça esta viagem”. Trabalhou no jornal de negócios, 1ª Linha em programa diário na Rádio Foz. 
Nos últimos dois anos, Chico se dedicava à coluna neste jornal, publicada três vezes por semana. Sempre foi impecável no cumprimento dos horários e não deixou de enviar os conteúdos até mesmo vitimado por um acidente doméstico, que por pouco “não o tirou de circulação”, como costumava lembrar. A fratura na parte posterior do fêmur foi traumática, e em razão dela, suplantou várias cirurgias e ainda não havia se recuperado completamente, com a rotina de inda e vindas ao hospital. 
A notícia do falecimento de Chico de Alencar parou a cidade e as redações. Ele se foi enquanto dormia, em sua casa, por volta das 17 horas de ontem. Foz renderá homenagens ao maior nome do seu jornalismo, em todos os tempos.

 

Da redação Gdia
Foto: Divulgação

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