Nova marca: Itaipu produz energia para iluminar o mundo por 43 dias

12/02/2020
A usina hidrelétrica chega nesta sexta-feira (14) aos 2,7 bilhões de MWh. É energia suficiente para suprir a demanda do Brasil por cinco anos e nove meses; e do Paraguai, por 190 anos.

A  usina  hidrelétrica  de Itaipu chega, na próxima sexta-feira (14), aos 2,7 bilhões de megawatts-hora (MWh) de energia acumulada desde o início da  operação,  em maio de 1984. É uma marca histórica para o empreendimento binacional,  líder  mundial  em  geração  de energia limpa e renovável, que reforça  a  importância  estratégica da hidrelétrica para o desenvolvimento sustentável e a segurança energética do Brasil e do Paraguai.
Em  2023,  quando o Tratado completará 50 anos e o anexo C, que trata das  bases financeiras, será revisado, Itaipu provavelmente terá já cravado 3 bilhões de MWh de energia acumulada – índice que oficilmente outra usina no  mundo  conseguirá  alcançar, nem mesmo aquelas que começaram a produzir antes da binacional. A  usina  de  Three Gorges (Três Gargantas, na China), por exemplo, a maior  do mundo em potência instalada, considerando a média de produção dos últimos seis anos, alcançaria Itaipu apenas em 2347.
Quanto  mais  Itaipu produz, melhor para o consumidor, que paga menos pelo uso de energia limpa e renovável, e também para o governo, que precisa recorrer menos às termelétricas.

Estratégica
Hoje, Itaipu  é  responsável  por  atender  quase  15%  do  mercado brasileiro  de  energia  elétrica, e 93% do Paraguai. Os 2,7 bilhões de MWh produzidos  ao longo de 35 anos e nove meses de operação seriam suficientes para abastecer todo o planeta por 43 dias.Também  seria possível suprir o Brasil por cinco anos e nove meses; o Paraguai,  por  190  anos;  o Estado de São Paulo, por 20 anos; o Estado do Paraná, por 86 anos; a cidade de São Paulo, por 99 anos; a cidade do Rio de Janeiro,  por 155 anos, ou outras 4.657 cidades com porte similar ao de Foz do Iguaçu, por um ano.

Além  de  toda essa energia produzida, Itaipu também se consolida por ter,  hoje,  os  melhores  índices de produtividade de todo o histórico. Ou seja,  aproveita  ao  máximo  a água que chega para gerar energia, evitando todo tipo de desperdício.“É  uma espécie de ‘caixa d’água’, um seguro. Uma poupança energética para  atender  a  população  brasileira  e  paraguaia  e gerar todo tipo de riqueza  e  bem-estar”,  diz  o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna.

O diretor ressalta que esses benefícios são traduzidos em energia não poluente,  cuidado com o meio ambiente, pagamento de mais de dez bilhões em royalties  e,  agora,  mais recentemente, em obras estruturantes que trazem legado  para ambos os países. “Tudo isso em um ambiente altamente amigável, onde   brasileiros  e  paraguaios,  assim  como  sua  diretoria  executiva, trabalham  tendo  como  princípios  básicos  o  respeito  e  a diplomacia”,completa.

Energia limpa
Para fins de comparação, o equivalente térmico da geração de Itaipu é de  15,3  milhões  de barris de petróleo (beps) por dia. Como referência, a produção  média de petróleo, no Pré-Sal, foi de 2,183 milhões de barris por dia em 2019, segundo fontes da Agência Brasil. Se tomarmos como referência as reservas totais de petróleo do Brasil, da  ordem  de  12,7  bilhões de barris, seria necessário consumir 44% desse
petróleo para produzir os 2,7 bilhões de MWh de energia.

Também  vale  lembrar que a energia hidrelétrica é limpa e renovável, ou  seja,  não  emite  poluentes.  Se  a  energia  gerada pela Itaipu fosse proveniente  de  outras  fontes,  a  emissão  de  gás carbônico equivalente (CO2eq)  seria, em termos de usinas de gás, de 1,09 bilhão de toneladas; e, nas usinas a óleo; 1,90 bilhão de toneladas. Nas usinas a carvão, a emissão de gás carbônico seria ainda maior: 2,57 bilhões de toneladas.

Futuro
Para  garantir a sustentabilidade da usina para as próximas gerações, Itaipu  está  colocando  em  andamento  a  atualização  tecnológica de suas unidades  geradoras. A expectativa é atualizar os sistemas de duas unidades geradoras  por  ano.  Como são 20 unidades, esta fase deve ser executada em dez anos. Para  o  diretor  técnico  executivo,  Celso Torino, “a marca dos 2,7 bilhões  representa  os esforços de todo um time, dos mais antigos aos mais novos   empregados  aliado  a  uma  série  de  fatores  em  sinergia:  bons equipamentos,  sintonia  entre os vários parceiros internos e externos para garantir   a   operação  da  usina,  como  Operador  Nacional  do  Sistema, Eletrobras, Ande (estatal paraguaia), Furnas, e Copel, entre outros”.

Mais que geração de energia
Com  investimentos  diretos  e  combate  ao  desperdício, medidas que resultaram  numa economia de mais de R$ 600 milhões na gestão Silva e Luna, Itaipu está viabilizando a  construção da segunda ponte sobre o Rio Paraná, entre  Brasil  e  Paraguai,  a  Perimetral  Leste, ligação entre a Ponte da Integração  Brasil-Paraguai  e  a  BR-277.  Os  caminhões pesados, que hoje trafegam pelo corredor turístico e vias centrais de Foz do Iguaçu, passarão pelo novo traçado. Também  há planos para a criação de um circuito turístico a partir do novo  mercado municipal da Vila A; transformação do Gramadão, da Vila A, em um  parque  de lazer; e modernização do Hospital Ministro Costa Cavalcanti, um dos mais importantes do Sul do País.
 

A Itaipu
Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional  é  líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido,  desde  1984,  quase  2,7  bilhões  de  MWh.  Em  2016,  a usina brasileira  e  paraguaia  retomou  o  recorde  mundial  anual de geração de energia,  com  a  marca  de  103.098.366  MWh.  Em 2018, a hidrelétrica foi responsável  pelo  abastecimento  de  aproximadamente 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.

Fonte: Imprensa Itaipu

Foto: Alexandre Marchetti

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