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Especialista analisa consequências das relações extraconjugais



Para Alexandre Bez, do ponto de vista psicológico, projeto de lei que propõe pensão a amantes seria “destrutivo” à sociedade

Com tantas mudanças comportamentais nas últimas décadas, inclusive no universo afetivo e sentimental de homens e mulheres, quando o assunto é casamento, as opiniões se dividem. Uma parcela da população continua apostando no matrimônio como uma das relações humanas mais essenciais; enquanto outra, já não encara a união como garantia de felicidade a dois. Opiniões à parte, o que sempre gera polêmica quando se fala em casamento — mesmo em meio às novas tendências comportamentais — é a fidelidade.
036Sob o ponto de vista psicológico, uma aventura extraconjugal nem sempre é a melhor saída para enfrentar os problemas que surgem no casamento. É o que defende o psicólogo especialista em relacionamentos Alexandre Bez, que de férias em Foz do Iguaçu, conversou com a reportagem de A Gazeta, trazendo um pouco de sua experiência clínica sobre o tema, inclusive no acompanhamento a celebridades. “Dentro de um ponto de vista psicológico, essas relações envolvendo amantes, em um curto espaço de tempo podem ser até benéficas, ilusoriamente, passando a impressão de tranquilidade e até uma falsa ilusão que vai melhorar o casamento das pessoas; mas a longo prazo, não é bem assim. A princípio, o fato de ser amante pode parecer um mar de rosas, mas é uma realidade puramente fantasiosa, podendo ser uma fuga dos problemas atuais, impulsionada por motivos inconscientes, existindo de verdade somente no mundo mágico, ou seja, no psicológico de cada um. O relacionamento entre amantes só deveria ser considerado quando os amantes são solteiros, não comprometendo a unidade familiar”, detalha.
A discussão de aspectos que envolvem as relações extraconjugais atualmente, não se limita apenas à análise comportamental. Já ganhou terreno no campo jurídico, com o debate em torno de um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional, propondo pagamento de pensão a amantes. Ao fazer uma análise observando ainda a questão psicossocial, Alexandre Bez considera que a proposta surge como algo que não tem a ver com a sociedade brasileira, que não tem na própria cultura e costumes, a bigamia ou poligamia. “Vejo isso como algo completamente devastador para a sociedade brasileira. Porque o que molda uma sociedade, destaco que não estamos aqui falando de moralismo ou lição de moral e cívica, mas apenas mostrar que do ponto de vista social, isso pode ser destrutivo. A sociedade pode se desfazer de tal maneira comprometendo inclusive a estrutura de crianças envolvidas em situações do gênero. Sendo assim, voltamos ao fato de que essa relação (extraconjugal), especialmente no começo, poderá indicar prazer, mas ao mesmo tempo irá desestabilizar a estrutura emocional e matrimonial, o que contribuirá mais ainda para a degradação da unidade familiar”, pondera. Bez recorda que a realidade brasileira se difere, por exemplo, da cultura de países do Oriente Médio, onde a poligamia é permitida, mas sob regras e parâmetros culturais bem definidos.
Casamento
O especialista em relacionamentos lembra que a psicologia moderna enxerga que a relação mais importante hoje em dia é o casamento. “O problema é a escolha que se faz. É muito importante que se faça uma boa escolha para que a relação seja a mais prazerosa possível”, disse.
As crises no casamento são consideradas parte natural do processo, mas, ara vencê-las, são necessárias atitudes somadas ao diálogo, compreensão e vontade de mudança. “Ver até onde vai esse casamento, como está esse relacionamento, como está essa estrutura matrimonial. Feito isso, se a relação tiver jeito de ser revertida, se o casal quiser, os dois, vale a pena. Na sequência, identificar os pontos que levaram à desintegração da união. Era falta de diálogo, de sexo, ou qualquer outra carência, porque uma coisa complementa a outra; então, algum ponto faltando precisa ser revisto”, orienta.



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