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Max Schmeling, o boxeador contra Hitler

Max Schmeling, o boxeador contra Hitler

Por Yuri Facioli, em parceria com a Kanui

Max Schmeling nasceu em 28 de setembro de 1905 em Brandemburgo, leste da Alemanha. Vindo de uma família humilde, viu sua paixão pelo boxe após assistir a um filme sobre o esporte nos anos 20. Esse foi o inicio de uma carreira vitoriosa, de uma vida agitada e de ações inesperadas em pleno governo nazista.

Max Schimeling faleceu aos 99 anos em 2005Em busca de uma carreira melhor, mudou-se para Berlin em 1926 e dois anos depois se tornou campeão alemão de pesos pesados. O tempo passou e em 1930 tornou-se o primeiro pugilista alemão a ganhar o título mundial de boxe.

Essa onda de vitórias de Max Schmeling era tudo que Hitler precisava para provar a tal “superioridade” ariana. Em 1936 Max venceu o negro e principal pugilista norte-americano, Joe Louis, por KO no 12º assalto.Sua imagem foi usada pela publicidade de Joseph Goebbels para promover os ideais nazistas, por mais que o boxeador não concordasse com o regime. Hitler chegou a convocá-lo para participar da SS, mas ganhou um belo não como resposta

Casado com a atriz tcheca de origem judaica AnnyOndra, e agenciado pelo americano Joe Jacobs, também de origem judaica, Max sempre teve uma postura contrária ao regime em que era condicionado a viver.

A maior vitória de Max veio sem nem mesmo precisar vestir suas luvas de boxe. O pugilista acolheu e escondeu Werner e Henri Lewin, duas crianças de origem judaica, em sua própria casa. Tempos depois os garotos fugiram para os EUA, onde estabeleceram suas vidas.

A atitude corajosa de Max Schmeling manteve-se por baixo dos panos por pouco tempo. Quando Hitler descobriu a traição, enviou o boxeador para missões suicidas como paraquedista na Segunda Guerra Mundial. Para a tristeza do Führer, Max sobreviveu missão após missão até regressar aos braços de sua mulher.

Quando Hitler beijou a lona com o fim da guerra, Max Schimeling manteve-se quieto quanto ao seu ato de coragem. Mas em 1989, Henri Lewin, um dos jovens que ele ajudou, revelou a uma plateia comovida, em Las Vegas: “Se não fosse por ele, eu e meu irmão estaríamos mortos”.



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